Denúncia - Preconceito contra alunos de ensino à distância

As dificuldades enfrentadas pelos estudantes de Serviço Social por cursos a distância para realizarem estágios supervisionados e mesmo para disputarem empregos no serviço público foram tema de audiência realizada nesta quarta-feira (9) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). De um lado, o Conselho Federal de Serviço Social (CFSS) assumiu posição contrária à formação de novos profissionais por ensino a distância. De outro, representantes de estudantes e do Ministério da Educação criticaram o conselho pelo "preconceito" contra essa modalidade de ensino.
Vice-presidente da Comissão, o parlamentar mediou o debate, que reuniu o CFESS, o MEC e a Associação Brasileira dos Estudantes à Distância (ABE-EAD). “Esta situação é muito mais grave do que eu imaginava”, afirmou Bauer ao justificar a importância do debate. “Pedi esta audiência porque recebemos diversas reclamações dos alunos que estavam fazendo curso de assistência social em instituições de ensino superior pela internet. A principal queixa era o sentimento de estarem sendo prejudicados por não conseguirem concluir o curso devido ao fato de não existirem profissionais, como assistentes sociais formados, em número suficiente para oferecer sequer um estágio supervisionado”, destacou Bauer. De acordo com Ricardo Horz, presidente da ABE-EAD, isso ocorre devido à interferência do CFESS e dos conselhos estaduais.

A alegada baixa qualidade dos cursos oferecidos por essas instituições foi contestada, a seguir, pelo diretor do Departamento de Regulação e Supervisão de Educação a Distância do Ministério da Educação, Hélio Chaves Filho. Ele informou que nenhuma instituição que oferece ensino a distância de Serviço Social obteve avaliação negativa do ministério. Pediu a retomada do diálogo com o conselho e classificou a cartilha publicada pela entidade como exemplo de "preconceito e discriminação". A alegada baixa qualidade dos cursos oferecidos por essas instituições foi contestada, a seguir, pelo diretor do Departamento de Regulação e Supervisão de Educação a Distância do MEC, Hélio Chaves Filho. Ele informou que nenhuma instituição que oferece ensino a distância de Serviço Social obteve avaliação negativa do ministério. Pediu a retomada do diálogo com o conselho e classificou a cartilha publicada pela entidade como exemplo de "preconceito e discriminação". As acusações estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal.
Vários testes e exames já comprovaram que alunos do ensino a distância tem notas iguais ou superiores a alunos que estudam na modalidade presencial.

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