Divulgue

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Educação Financeira na Escola

Educação Financeira poderá fazer parte da educação básica do seu filho, segundo a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), as escolas públicas deverão incluir aulas de educação financeira no currículo básico. É o começo de uma caminhada rumo à erradicação do analfabetismo financeiro.
"É muito importante o aluno tomar conhecimento da educação financeira desde cedo, para ser um adulto com maior qualidade de vida e, principalmente, saber fazer escolhas e diferenciar querer de precisar", afirma Odete Reis, educadora e consultora financeira.


A grande preocupação agora é com a capacitação dos professores. O medo é que os docentes fiquem ainda mais sobrecarregados, prejudicando o ensino. "O desafio é fazer com que a educação financeira seja estimulante, inclusive sendo explorada por professores não só de matemática, mas também de outras áreas, como ciências sociais e geografia", afirma Cerbasi. Para o consultor, o bom uso do dinheiro envolve qualidade de consumo, não apenas quantificação.

Ensino na escola não tira a responsabilidade dos pais
No entanto, na opinião dos especialistas, a responsabilidade continua sendo dos pais. "É deles que vem o maior exemplo", garante Odete. A escola tem um papel secundário, de reforço da educação já obtida em casa.

Já o autor de um dos livros de economia de maior sucesso dos últimos anos não acredita que as pessoas possam evitar problemas com dinheiro apenas com alfabetização financeira.

Stephen J. Dubner co-autor do livro "Freakonomics" afirmou que só educação financeira não é suficiente para que as pessoas tomem as decisões corretas. Lançado oficialmente em 2005, o livro “Freakonomics” se transformou rapidamente em um dos livros de economia mais lidos e vendidos do mundo. A mistura de estatística aplicada com textos ágeis para comprovar a relação improvável entre diversos fatos fez tanto sucesso que a dupla de autores, o jornalista Stephen J. Dubner e o economista Steven D. Levitt, decidiu abrir uma consultoria e criar subprodutos, como um DVD, um site, um blog e outro livro.
No seu programa de rádio a conclusão revelou que somente estudos e leituras não adiantam e que as pessoas, infelizmente, precisam ser protegidas, de alguma maneira, do risco de se meterem em problemas financeiros.A professora afirma que não há estudos nem evidências de que as pessoas que estudaram um pouco de finanças foram capazes de tomar melhores decisões que as demais. Ensinar matemática em profundidade para a população, por outro lado, faria uma enorme diferença. “Há estudos que comprovam que quem tem conhecimentos matemáticos toma melhores decisões financeiras, mas não há evidências que alguém que saiba a diferença entre uma ação e um título de dívida faria algo melhor só porque isso lhe foi ensinado.”

Ela vai além. “É como se começássemos a ensinar todo mundo um pouco de medicina para que as pessoas comecem a ser seus próprios médicos. (...) Isso não é somente ineficiente como também reforça a cultura de culpar o próprio consumidor [pelos seus reveses]”, afirma. Para Lauren, o consumidor não pode começar a procurar problemas nele mesmo quando foi incentivado a investir na bolsa, perdeu dinheiro e não anteviu essa possibilidade.




Fontes: TerraExame e Freakonomics

0 Comentários: